Sobremesa retrô: gelatina colorida

Quem com mais de 30 anos não se lembra da gelatina colorida, a clássica sobremesa tão presente nos almoços de família, festas, reuniões, na década de 80? Eu me lembro bem! E esses dias me deu uma saudade dela… Então, já que o fim de semana está chegando, para comemorar a sexta-feira e acabar com a melancolia, vamos de gelatina colorida, que além de linda é super gostosa!

Existem vários tipos de se fazer a gelatina colorida. Posto aqui a minha receita favorita, que também é a mais simples.

Ingredientes

– 4 pacotes de gelatina de sua preferência (escolha gelatinas de cores diferentes uma das outras)

– 1 lata de leite condensado

– 1 lata de creme de leite

– 1 envelope de gelatina em pó sem sabor

Modo de Preparo: Preparar separadamente cada sabor de gelatina, seguindo as instruções da embalagem e levar à geladeira. Quando as gelatinas endurecerem, cortá-las em cubos pequenos e colocar em um refratário. Dissolver a gelatina sem sabor seguindo as instruções da embalagem. Bater no liquidificador a gelatina sem sabor derretida, o leite condensado e o creme de leite. Despejar essa mistura sobre os cubinhos de gelatina no refratário e levar à geladeira até endurecer.

Focaccia com sal grosso e alecrim

Continuando no clima italiano, resolvi postar hoje outra receita que, assim como o pavê de maracujá,  já se tornou um clássico aqui em casa, a focaccia com sal grosso e alecrim. A focaccia é um tipo de pão italiano mais fino, semelhante a massa de pizza. Sua espessura tem no máximo 02cm e a sua textura, macia por dentro e crocante por fora, é uma delícia! Faço sempre e vai muito bem como aperitivo ou antepasto e dependendo do clima, acompanhada por uma cerveja gelada, ou por um vinho tinto. Não sou muito de fazer pão, sou cliente de vários lugares que oferecem pães maravilhosos, mas pra mim, a focaccia comprada não é nada comparada à caseira. Além disso, ela deixa um cheirinho delicioso de alecrim na casa enquanto está assando…

E pra quem tem medo de fazer pão porque acha que é complicado, porque tem o tempo de fermentação, porque tem que sovar, etc, essa receita – que peguei do site da Rita Lobo – é super detalhada, não tem erro.

Para o fermento

Ingredientes

– 1 xícara  de chá de farinha de trigo

– 1 tablete de fermento biológico

– 1 colher de sopa de mel

– 2 colheres de sopa de azeite

Modo de Preparo: levar 1 1/2 xícara de chá de água ao fogo, apenas para amornar, sem deixar ferver – caso contrário, o calor irá matar o fermento em vez de ativá-lo. Numa tigela, misturar o fermento com o mel, até ficar liso. Dica: unte com óleo (ou azeite) a colher de sopa para medir o mel, assim ele não fica grudado. Juntar a metade da água e 1 xícara de chá de farinha de trigo na tigela com o fermento. Misture bem e regue com o restante da água e junte o azeite. Mexa bem até que a mistura fique lisa. Tampe com um prato e deixe descansar por 30 minutos.

Para o pão

Ingredientes

– 1 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

– 1 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo integral

– 2 colheres de chá de sal

Modo de Preparo: numa tigela grande, misturar as farinhas com o sal. Juntar o fermento preparado e misturar bem com as mãos, até obter uma massa lisa. Nesse ponto, ela fica bem mole, grudando nas mãos. Transferir a massa para uma superfície bem enfarinhada e sovar por 10 minutos, juntando mais farinha até dar o ponto, que é quando a massa desgruda das mãos. Em seguida, untar uma tigela grande com um pouco de azeite e colocar a massa para descansar e crescer por 1 hora. Cubra com um pano de prato limpo e úmido.

Para a cobertura e montagem

Ingredientes

– 1 ramo de alecrim

– 1 colher de chá de sal grosso

– 3 colheres de sopa de azeite

Modo de Preparo: preaquecer o forno a 180 °C (temperatura média). Numa assadeira antiaderente de cerca de 30 x 25 cm, espalhe 1 colher (sopa) de azeite. Transferir a massa para a assadeira, virando a tigela delicadamente. Unte as pontas dos dedos com azeite e vá fazendo furinhos na massa ao mesmo tempo que espalha, dando um formato ovalado. Não é necessário cobrir todo o fundo. Distribuir uniformemente os ramos de alecrim e regar com o azeite restante. Com a ponta do dedo, espalhe mais um pouco de azeite nos raminhos de alecrim. Polvilhe com o sal grosso. Levar ao forno para assar por 30 minutos ou até que as bordas fiquem douradas.

Dica

Da primeira vez que eu fiz, não tinha a farinha integral em casa, então utilizei apenas a farinha de trigo comum. Deu tão certo e ficou tão boa, que desde então não faço de outra forma! Porém, se você quiser uma versão um pouco mais saudável, é só seguir a receita original.

Nhoque de batata

IMG_8728Você sabe de onde surgiu a tradição de se comer nhoque no dia 29? Diz a lenda, que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família tinha pouca comida, mas mesmo assim, não se importaram em dividir o seu nhoque com ele, cabendo a cada um, 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu, e foi embora. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou nhoque da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. Bom, acreditando ou não na lenda, o dia 29 está chegando, e esse é apenas mais um motivo para degustar esse prato que eu adoro!

Tem quem ache que o nhoque é um prato difícil de preparar, porque tem que fazer a massa – e isso já assusta- , tem o ponto ideal para que ele não se desmanche ao colocar na água, etc. Mas garanto que se você usar os ingredientes certos e seguir a receita direitinho, não tem erro! Foi a minha primeira vez e olha como ficou lindo!

Ingredientes

– 1/2 kg batata asterix ( aquela de casca rosa ).
– 1/2 xícara de chá de farinha de trigo.
– 1 colher de chá de sal.
– 1 colher de sopa rasa margarina ou manteiga.
– 1 gema.

Modo de preparo: Descascar as batatas e cortar em cubos. Leve para cozinhar em uma panela com bastante água (suficiente para cobrí-las), até que elas estejam bem macias. Espetar com um garfo para verificar, se o garfo entrar facilmente é porque já está no ponto. Escorrer bem as batatas e passá-las no espremedor. Juntar todos os ingredientes deixando a farinha por último. Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha, até que consiga fazer uma bolinha sem que a massa grude nas mãos. Enfarinhe a superfície de trabalho, retire um pedaço de massa, faça um rolinho, e já cortando na diagonal. Cada pedaço deve ter em média 2,5cm. Faça isso até acabar a massa. Disponha os pedaços em uma assadeira enfarinhada para não grudar.  Após cortar, levar uma panela grande com água e 1 colher de sopa rasa de sal ao fogo alto. Quando ferver, colocar por volta de 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superficie, retire com uma escumadeira e coloque em uma tigela com 1/2 xícara de chá de água e 2 colheres de sopa de azeite, para não grudarem. Pode-se também jogá-los diretamente no molho.

Colocar em água fervente e retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Colocar em água fervente. Retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Fazer rolinhos e cortar em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Pegar um pedaço da massa, fazer rolinhos e cortá-los na diagonal, em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Repetir o processo até acabar a massa. Depois é só servir com o molho da sua preferência!

Dica

A batata asterix utilizada na receita é perfeita para o preparo de nhoque por possuir menos água e deixar a massa na textura certa. Você também pode usar outro tipo de batata, porém, a chance da massa ficar mais úmida e desmanchar na hora de cozinhar, será maior.

Dica do fim de semana: Restaurante Tanuki Sushi

IMG_8721Situado desde 2004 em uma rua tranquila do badalado bairro da Vila Madalena, em São Paulo, o restaurante japonês Tanuki Sushi passa quase desapercebido. Com fachada singela é preciso atenção para localizá-lo. Assim como a fachada, a decoração interior também é simples. O salão é dividido em dois andares, no superior ficam os tatames e no térreo fica a área com as mesas e o balcão, meu local preferido, de onde posso acompanhar o trabalho do habilidoso sushiman e da sua equipe. O Tanuki prima pela tradição, e esse é um dos motivos dele ter se tornado um dos meus preferidos em São Paulo! O restaurante se destaca por ser um dos únicos na região que oferece um cardápio tradicional japonês de verdade, ou seja, os pratos não tem aquela coisa abrasileirada de cream cheese, tomate seco, morango, maionese, que estamos acostumados a ver na maioria dos restaurantes japoneses. Os peixes estão sempre muito frescos e saborosos. O atendimento é ótimo e o público super diversificado. Vale a pena conhecer o Tanuki!

Tanuki Sushi
Rua Jericó, nº 287
Vila madalena – São Paulo
www.tanukisushi.com.br

Pêra com mel e gorgonzola

IMG_8614Se tem uma coisa que eu adoro é a mistura de doce com salgado. Seja na entrada, no prato principal ou na sobremesa, a combinação desses sabores me encanta. Nesse sentido, um antepasto que eu adoro é pêra com mel e gorgonzola. Apesar de parecer um prato requintado, ele é bem simples de fazer. Essa receita, peguei no blog do Ráscal, uma rede de restaurantes bem conhecida aqui em São Paulo, que oferece uma buffet imenso de antepastos, onde a pêra com mel e gorgonzola está sempre presente. Eu sou fã! O sabor forte do gorgonzola é amenizado pelo doçura do mel, e a pêra assada no forno embebida pelo suco de laranja fica com uma maciez incrível. Se você também gosta do agridoce, não pode deixar de experimentar essa delícia!

Ingredientes:

– 1kg de pêra cortada ao meio sem miolo (usei a tipo Willians)

– 500ml de água

– 1 colher de sopa de suco de limão

– ½ xícara de chá de mel

– 1/4 de xícara de chá de suco de laranja

– 1/4 de xícara de chá de  gorgonzola

– 1 colher de sopa de cream cheese

Modo de preparo: Lavar bem e cortar a pêra ao meio (deixar o cabo). Com auxílio de uma colher de chá retirar uma parte do miolo. Deixar a pêra na água com suco de limão até finalizar a operação. Em uma vasilha colocar o mel e incorporar o suco de laranja até homogeneizar. Em uma forma colocar a pêra com a pele para baixo e pincelar com o mel. Levar a pêra ao forno pré aquecido a 200ºC por 30 minutos. Desligar e deixar a pêra murchar no forno fechado por aproximadamente 15 minutos. Em uma vasilha colocar o gorgonzola e o cream cheese. Misturar até homogeneizar. Retirar a pêra do forno, pincelar novamente com mel e rechear com gorgonzola. Levar ao forno pré aquecido 180ºC por mais 3 minutos. Depois é só saborear!

Naked Cake de cenoura com recheio de brigadeiro

IMG_8297Hoje é dia de festa! 🎈 E sabe porque?! Porque hoje é meu aniversário! E para comemorar, vou postar uma receita de bolo, claro! Mas não será um bolo qualquer, e sim um irresistível e delicioso naked cake de cenoura com recheio de brigadeiro. Porque bolo de cenoura com cobertura de chocolate é uma delícia mas não é tão pomposo para uma comemoração, mesmo que ela seja simples. Já a versão mais conhecida do naked cake, a de frutas vermelhas, é toda glamourosa, mas dá um pouco de trabalho. Além disso, nessa época do ano não achamos as frutas em qualquer lugar. Como queria fazer algo simples e prático, com os ingredientes que tinha em casa, apenas para uma pequena celebração, resolvi fazer uma junção do tradicional bolo de cenoura da vovó com o ousado bolo pelado, e eis o resultado! Para incrementar um pouquinho e dar um ar de festa, usei na decoração um pouco de açúcar de confeiteiro e physalis, essas frutinhas amarelas, lindas e saborosas.

Para o bolo

Ingredientes

– 3 cenouras

– 4 ovos

– 1 xícara  de chá de óleo de canola, milho ou girassol

– 1 1/2 xícara de chá de açúcar

– 2 xícaras de chá de farinha de trigo

– 1 colher de sopa de fermento em pó

– 1 pitada de sal

– Manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de preparo: Colocar a farinha, o sal e o fermento em uma tigela, passando pela peneira. Misturar e reservar. No liquidificador, juntar as cenouras (já lavadas e descascadas) cortadas em pedaços com os ovos, o açúcar e o óleo. Bater até formar um creme homogêneo. Isso levará aproximadamente 5 minutos. Juntar a mistura do liquidificador com a mistura de farina e mexer com um batedor de arame, até que todos os ingredientes fiquem incorporados. Transferir a massa para a assadeira untada com manteiga e farinha e levar ao forno preaquecido por cerca de 50 minutos a 180ºC. Para saber se o bolo está bom, espete um palito na massa: se sair limpo é sinal de que o bolo está assado e pode ser retirado do forno. Caso contrário, deixe por mais alguns minutos até que asse completamente. Espere o bolo esfriar, desenforme e corte ao meio.

Para esta receita, usei uma forma de 24 cm de diâmetro e 05 cm de altura.

Para o recheio

– 1 lata de leite condensado.

– 4 colheres de achocolatado em pó.

– 1 colher de manteiga.

– 2 colheres de sopa creme de leite de caixinha.

Modo de preparo: Em uma panela, misturar o leite condensado, o achocolatado e a manteiga, e levar ao fogo médio mexendo sempre, até começar a desgrudar do fundo da panela. Nesse ponto, desligar o fogo e adicionar o creme de leite. Deixar esfriar um pouco e rechear o bolo.

Dicas

O creme de leite que vai no recheio, é para evitar o puxa-puxa do brigadeiro. Assim o recheio ficará mais leve, mais cremoso, e menos grudento.

Para cortar o bolo ao meio, utilizo a faca de pão, aquelas com fio ondulado. Mas se não tiver muita prática, pode utilizar um fio de nylon. Corte o fio maior que o diâmetro do bolo. Segure as duas pontas, passe o fio em volta do bolo, e cruze, puxando com cuidado, até cortar uma camada.

Doce de leite na panela de pressão – teste com sistema “abre fácil”

Há algum tempo o leite condensado da Nestlé, o Leite Moça, passou a ser comercializado em nova embalagem, com sistema “abre fácil”. Desde então já ouvi várias pessoas colocando em dúvida se a lata com esse novo sistema suportaria ou não o cozimento na panela de pressão. Os amantes do bom e incomparável doce de leite de leite condensado podem comemorar, pois a resposta é: SIM! Resolvi fazer o teste esse final de semana e correu tudo bem, a tampa resistiu até o fim, ou seja, a lata com o novo sistema é tão segura quanto a tradicional. Para quem nunca usou esse método para preparar doce de leite, é simples:

1. Tirar o rótulo da lata de leite condensado (se ele for de papel).

2. Colocar a lata dentro da penela de pressão e cobrí-la com água até mais ou menos 3 dedos acima do seu topo.

3. Fechar a panela e levar em fogo médio. Quando começar a pegar pressão, contar o tempo de acordo com a consistência desejada para o doce de leite:

  • 20 minutos (10 minutos na pressão + 10 minutos com o fogo desligado, até a panela perder a pressão) : doce de leite mais claro e mais cremoso.
  • 30 minutos (20 minutos na pressão + 10 minutos com o fogo desligado, até a panela perder a pressão): doce de leite mais escuro, menos cremoso e mais consistente.
  • 40 minutos (30 minutos na pressão + 10 minutos com o fogo desligado, até a panela perder a pressão): doce de leite bem escuro e no ponto de corte.

Importante! 

Após o tempo necessário para sair toda a pressão da panela, abrí-la e retirar a lata com cuidado, pois estará muito quente. Antes de abrir a lata, espere até que ela esfrie totalmente. Abrir antes disso é perigoso, pois o conteúdo quente poderá espirrar para fora e há perigo de queimadura.

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lata de leite condensado com sistema abre fácil, sem o rótulo, antes de ir para a pressão.

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doce de leite pronto, após 30 minutos (20 minutos na pressão + 10 minutos com a panela desligada) de cozimento.