Espaguete à carbonara – o legítimo

Uma das minhas massas favoritas é o espaguete à carbonara, ou spaghetti alla carbonara, se preferir. Além de ser um dos meus molhos preferidos, acho que o carbonara combina muito bem com inverno. Apesar de aderir quase que totalmente à massa e portanto não ser um molho tão abundante como um molho ao sugo, ou um molho cremoso de queijo – que diga-se de passagem, são molhos que também esquentam qualquer estômago – os sabores fortes e acentuados dos queijos pecorino e parmesão e do bacon, juntamente com os ovos, me trazem muito conforto em dias frios.

Existem muitas versões de como o molho carbonara possa ter surgido. A mais conhecida é que tenha surgido na Itália, na região de Úmbria, criada por trabalhadores das minas (carbonari) de carvão (carbone). Assim como a sua origem, a receita também tem várias versões. A que deixo aqui para vocês é a receita do carbonara mais tradicional, que também é a que costumo fazer sempre aqui em casa e fica uma delícia!

Ingredientes

– 300 g de pancetta (ou bacon em cubos).

– 1 dente de alho descascado apenas amassado com a faca.

– 1 colher de sopa de azeite.

– 600 g de espaguete cozido al dente.

– 5 ovos (1 para cada pessoa).

– 5 colheres de sopa de queijo parmesão ralado.

– 5 colheres de sopa de queijo pecorino ralado.

– Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Modo de preparo: corte a pancetta em pedacinhos pequenos, ou utilize o bacon comprado em cubos.  Em um recipientes, bata dos ovos e tempere com pimenta-do-reino. Adicione os queijos ralados, misture e reserve. Cozinhe a massa. Enquanto a massa cozinha, em uma frigideira, coloque o azeite e o alho amassado. Frite um pouco o alho e junte a pancetta ou o bacon até ficar dourada/o e soltar a gordura. Quando o alho estiver dourado pode retirá-lo (serve para dar mais sabor). Misture o espaguete cozido al dente à frigideira da pancetta (ainda no fogo) e misture. Apague o fogo e coloque o ovo batido por cima na panela ainda quente. Transfira para o recipiente onde irá servir e decore com salsinha. Essa receita serve 5 pessoas.

Dica

É importante desligar o fogo antes de colocar os ovos, pois se a panela estiver muito quente, eles irão fritar.

Focaccia com sal grosso e alecrim

Continuando no clima italiano, resolvi postar hoje outra receita que, assim como o pavê de maracujá,  já se tornou um clássico aqui em casa, a focaccia com sal grosso e alecrim. A focaccia é um tipo de pão italiano mais fino, semelhante a massa de pizza. Sua espessura tem no máximo 02cm e a sua textura, macia por dentro e crocante por fora, é uma delícia! Faço sempre e vai muito bem como aperitivo ou antepasto e dependendo do clima, acompanhada por uma cerveja gelada, ou por um vinho tinto. Não sou muito de fazer pão, sou cliente de vários lugares que oferecem pães maravilhosos, mas pra mim, a focaccia comprada não é nada comparada à caseira. Além disso, ela deixa um cheirinho delicioso de alecrim na casa enquanto está assando…

E pra quem tem medo de fazer pão porque acha que é complicado, porque tem o tempo de fermentação, porque tem que sovar, etc, essa receita – que peguei do site da Rita Lobo – é super detalhada, não tem erro.

Para o fermento

Ingredientes

– 1 xícara  de chá de farinha de trigo

– 1 tablete de fermento biológico

– 1 colher de sopa de mel

– 2 colheres de sopa de azeite

Modo de Preparo: levar 1 1/2 xícara de chá de água ao fogo, apenas para amornar, sem deixar ferver – caso contrário, o calor irá matar o fermento em vez de ativá-lo. Numa tigela, misturar o fermento com o mel, até ficar liso. Dica: unte com óleo (ou azeite) a colher de sopa para medir o mel, assim ele não fica grudado. Juntar a metade da água e 1 xícara de chá de farinha de trigo na tigela com o fermento. Misture bem e regue com o restante da água e junte o azeite. Mexa bem até que a mistura fique lisa. Tampe com um prato e deixe descansar por 30 minutos.

Para o pão

Ingredientes

– 1 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo

– 1 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo integral

– 2 colheres de chá de sal

Modo de Preparo: numa tigela grande, misturar as farinhas com o sal. Juntar o fermento preparado e misturar bem com as mãos, até obter uma massa lisa. Nesse ponto, ela fica bem mole, grudando nas mãos. Transferir a massa para uma superfície bem enfarinhada e sovar por 10 minutos, juntando mais farinha até dar o ponto, que é quando a massa desgruda das mãos. Em seguida, untar uma tigela grande com um pouco de azeite e colocar a massa para descansar e crescer por 1 hora. Cubra com um pano de prato limpo e úmido.

Para a cobertura e montagem

Ingredientes

– 1 ramo de alecrim

– 1 colher de chá de sal grosso

– 3 colheres de sopa de azeite

Modo de Preparo: preaquecer o forno a 180 °C (temperatura média). Numa assadeira antiaderente de cerca de 30 x 25 cm, espalhe 1 colher (sopa) de azeite. Transferir a massa para a assadeira, virando a tigela delicadamente. Unte as pontas dos dedos com azeite e vá fazendo furinhos na massa ao mesmo tempo que espalha, dando um formato ovalado. Não é necessário cobrir todo o fundo. Distribuir uniformemente os ramos de alecrim e regar com o azeite restante. Com a ponta do dedo, espalhe mais um pouco de azeite nos raminhos de alecrim. Polvilhe com o sal grosso. Levar ao forno para assar por 30 minutos ou até que as bordas fiquem douradas.

Dica

Da primeira vez que eu fiz, não tinha a farinha integral em casa, então utilizei apenas a farinha de trigo comum. Deu tão certo e ficou tão boa, que desde então não faço de outra forma! Porém, se você quiser uma versão um pouco mais saudável, é só seguir a receita original.

Nhoque de batata

IMG_8728Você sabe de onde surgiu a tradição de se comer nhoque no dia 29? Diz a lenda, que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família tinha pouca comida, mas mesmo assim, não se importaram em dividir o seu nhoque com ele, cabendo a cada um, 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu, e foi embora. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou nhoque da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. Bom, acreditando ou não na lenda, o dia 29 está chegando, e esse é apenas mais um motivo para degustar esse prato que eu adoro!

Tem quem ache que o nhoque é um prato difícil de preparar, porque tem que fazer a massa – e isso já assusta- , tem o ponto ideal para que ele não se desmanche ao colocar na água, etc. Mas garanto que se você usar os ingredientes certos e seguir a receita direitinho, não tem erro! Foi a minha primeira vez e olha como ficou lindo!

Ingredientes

– 1/2 kg batata asterix ( aquela de casca rosa ).
– 1/2 xícara de chá de farinha de trigo.
– 1 colher de chá de sal.
– 1 colher de sopa rasa margarina ou manteiga.
– 1 gema.

Modo de preparo: Descascar as batatas e cortar em cubos. Leve para cozinhar em uma panela com bastante água (suficiente para cobrí-las), até que elas estejam bem macias. Espetar com um garfo para verificar, se o garfo entrar facilmente é porque já está no ponto. Escorrer bem as batatas e passá-las no espremedor. Juntar todos os ingredientes deixando a farinha por último. Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha, até que consiga fazer uma bolinha sem que a massa grude nas mãos. Enfarinhe a superfície de trabalho, retire um pedaço de massa, faça um rolinho, e já cortando na diagonal. Cada pedaço deve ter em média 2,5cm. Faça isso até acabar a massa. Disponha os pedaços em uma assadeira enfarinhada para não grudar.  Após cortar, levar uma panela grande com água e 1 colher de sopa rasa de sal ao fogo alto. Quando ferver, colocar por volta de 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superficie, retire com uma escumadeira e coloque em uma tigela com 1/2 xícara de chá de água e 2 colheres de sopa de azeite, para não grudarem. Pode-se também jogá-los diretamente no molho.

Colocar em água fervente e retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Colocar em água fervente. Retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Fazer rolinhos e cortar em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Pegar um pedaço da massa, fazer rolinhos e cortá-los na diagonal, em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Repetir o processo até acabar a massa. Depois é só servir com o molho da sua preferência!

Dica

A batata asterix utilizada na receita é perfeita para o preparo de nhoque por possuir menos água e deixar a massa na textura certa. Você também pode usar outro tipo de batata, porém, a chance da massa ficar mais úmida e desmanchar na hora de cozinhar, será maior.

Polenta de colher com ragu de linguiça

Como boa paulistana, adoro pratos de origem italiana, e como boa filha de nordestino, amo comidas típicas do nordeste. Talvez por isso eu goste tanto de polenta. Porque apesar de ser um alimento típico da culinária italiana, a polenta é muito semelhante ao angu, prato típico brasileiro e muito consumido na região nordeste. A polenta é super versátil, pode ser preparada mole, dura, frita, grelhada, assada, recheada, pura, com molho… Gosto muito de todas as versões. A que escolhi para fazer é muito servida nos bares aqui de Sampa: a polenta de colher. Molinha, ela vem sempre acompanhada, pode ser um molho de tomate, um ragu de carne, um refogado de bacalhau… Eu fiz com ragu de linguiça toscana.

Para a polenta

Ingredientes:

– 1 1/2  xícara de chá de fubá.

–  7 xícaras de chá de água.

– sal a gosto.

Modo de preparo: Em uma panela grande, levar 6 xícaras de água para ferver.Enquanto isso, misturar 1 1/2 xícaras de fubá e o sal com 1 xícara de água fria. Mexer bem com um batedor de arame até dissolver o fubá. Depois que já tiver bem dissolvido, adicionar a mistura aos poucos e em fio constante, às 6 xícaras de água fervente, mexendo vigorosamente com o batedor de arame. Deixar cozinhar por aproximadamente 15 minutos, mexendo com uma colher de pau. A polenta estará pronta quando começar a desprender da panela.

Para o ragu de linguiça

Ingredientes:

– 5 linguiças toscanas.

– 1/2 xícara de azeitonas pretas sem caroço.

– 3 tomates pelados (em lata) picados, com 5 colheres de sopa do molho.

– 1/2 cebola cortada em cubos.

– 1 dente grande de alho picado.

– 2 colheres de sopa de azeite.

– sal e pimenta do reino a gosto.

azeite.

Modo de preparo: Tirar a capa (aquela pele que envolve) das linguiças deixando apenas o recheio, e bater no processador até ficarem com aspecto de carne moída. Aquecer 2 colheres de azeite e refogar a cebola e o alho. Acrescentar a linguiça processada e deixar fritar. Vai soltar uma boa quantidade de água, fritar até começar a secar e dourar a linguiça. Nesse ponto, acrescentar os tomates picados e o molho. Temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar por aproximadamente 15 minutos. Depois é só colocar por cima da polenta e se deliciar!

Dicas

Muita gente coloca o fubá diretamente na água fervente. Eu gosto de misturar com um pouco de água fria antes, porque assim fica mais difícil de empelotar.

Eu usei a linguiça toscana porque é o tipo que mais me agrada, mas o ragu de linguiça calabresa também fica muito bom!

Se quiser carregar mais no sabor, pode trocar a pimenta do reino do ragu por algum tipo de pimenta mais forte.