Dica do fim de semana: MoDi Gastronomia

Pode dar dica de fim de semana na segunda-feira?! 😁

Não consegui postar no final de semana, me perdoem. Prometo que depois posto uma receita bem gostosa para compensar a minha falha!

Há algum tempo tinha vontade de conhecer o restaurante MoDi. Confesso que o desejo vinha mais da arquiteta do que da blogueira amante da gastronomia, pois certa vez assisti uma matéria sobre o restaurante  e sobre o  edifício em que ele se encontra e me encantei. Situado na rua Alagoas, no bairro de Higienópolis, de frente para a charmosíssima praça Buenos Aires, fica o Edifício Paquita. O prédio, erguido nos anos 40, é um dos mais belos exemplares de edifício modernista de São Paulo. No térreo do edifício, circundado pela bela fachada de vidro e em meio aos pilares que sustentam o pé-direito duplo de 6m, está o MoDi. Embora tenha me interessado primeiramente pelo edifício, posso dizer que me impressionei igualmente com o restaurante. Nesse ambiente belo e aconchegante, a casa aposta na simplicidade. Despojado e de inspiração italiana, o forte do restaurante são as massas, feitas na própria casa. Com preços bem abaixo da média que a maioria dos restaurantes da região, os pratos variam entre R$25,00 e R$33,00, e a opção mais cara do cardápio é a paleta de cordeiro com massa, que sai por R$44,00. Uma ótima opção é o bigoli in salsa (foto), a R$29,00. O fusilli ao ragu de linguiça picante – nem tão picante assim -, a R$26,00 também é delicioso. O couvert de R$ 5 traz focaccia caseira e capponata. As entradas vão de R$ 7,00, como a sopa fria de beterraba, a R$ 17,00, como o crocante filé à milanesa com tomate. A minha preferia é o ravióli de gema caipira na manteira de trufas, a R$ 13,00. Entre as sobremesas, o cannoli siciliano (R$11,00) é sempre uma boa pedida!

MoDi Gastronomia
Rua Alagoas, nº475 – Higienópolis
São Paulo – S.P.
https://www.facebook.com/ModiGastronomia

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Nhoque de batata

IMG_8728Você sabe de onde surgiu a tradição de se comer nhoque no dia 29? Diz a lenda, que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família tinha pouca comida, mas mesmo assim, não se importaram em dividir o seu nhoque com ele, cabendo a cada um, 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu, e foi embora. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou nhoque da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. Bom, acreditando ou não na lenda, o dia 29 está chegando, e esse é apenas mais um motivo para degustar esse prato que eu adoro!

Tem quem ache que o nhoque é um prato difícil de preparar, porque tem que fazer a massa – e isso já assusta- , tem o ponto ideal para que ele não se desmanche ao colocar na água, etc. Mas garanto que se você usar os ingredientes certos e seguir a receita direitinho, não tem erro! Foi a minha primeira vez e olha como ficou lindo!

Ingredientes

– 1/2 kg batata asterix ( aquela de casca rosa ).
– 1/2 xícara de chá de farinha de trigo.
– 1 colher de chá de sal.
– 1 colher de sopa rasa margarina ou manteiga.
– 1 gema.

Modo de preparo: Descascar as batatas e cortar em cubos. Leve para cozinhar em uma panela com bastante água (suficiente para cobrí-las), até que elas estejam bem macias. Espetar com um garfo para verificar, se o garfo entrar facilmente é porque já está no ponto. Escorrer bem as batatas e passá-las no espremedor. Juntar todos os ingredientes deixando a farinha por último. Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha, até que consiga fazer uma bolinha sem que a massa grude nas mãos. Enfarinhe a superfície de trabalho, retire um pedaço de massa, faça um rolinho, e já cortando na diagonal. Cada pedaço deve ter em média 2,5cm. Faça isso até acabar a massa. Disponha os pedaços em uma assadeira enfarinhada para não grudar.  Após cortar, levar uma panela grande com água e 1 colher de sopa rasa de sal ao fogo alto. Quando ferver, colocar por volta de 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superficie, retire com uma escumadeira e coloque em uma tigela com 1/2 xícara de chá de água e 2 colheres de sopa de azeite, para não grudarem. Pode-se também jogá-los diretamente no molho.

Colocar em água fervente e retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Colocar em água fervente. Retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Fazer rolinhos e cortar em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Pegar um pedaço da massa, fazer rolinhos e cortá-los na diagonal, em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Repetir o processo até acabar a massa. Depois é só servir com o molho da sua preferência!

Dica

A batata asterix utilizada na receita é perfeita para o preparo de nhoque por possuir menos água e deixar a massa na textura certa. Você também pode usar outro tipo de batata, porém, a chance da massa ficar mais úmida e desmanchar na hora de cozinhar, será maior.

Polenta de colher com ragu de linguiça

Como boa paulistana, adoro pratos de origem italiana, e como boa filha de nordestino, amo comidas típicas do nordeste. Talvez por isso eu goste tanto de polenta. Porque apesar de ser um alimento típico da culinária italiana, a polenta é muito semelhante ao angu, prato típico brasileiro e muito consumido na região nordeste. A polenta é super versátil, pode ser preparada mole, dura, frita, grelhada, assada, recheada, pura, com molho… Gosto muito de todas as versões. A que escolhi para fazer é muito servida nos bares aqui de Sampa: a polenta de colher. Molinha, ela vem sempre acompanhada, pode ser um molho de tomate, um ragu de carne, um refogado de bacalhau… Eu fiz com ragu de linguiça toscana.

Para a polenta

Ingredientes:

– 1 1/2  xícara de chá de fubá.

–  7 xícaras de chá de água.

– sal a gosto.

Modo de preparo: Em uma panela grande, levar 6 xícaras de água para ferver.Enquanto isso, misturar 1 1/2 xícaras de fubá e o sal com 1 xícara de água fria. Mexer bem com um batedor de arame até dissolver o fubá. Depois que já tiver bem dissolvido, adicionar a mistura aos poucos e em fio constante, às 6 xícaras de água fervente, mexendo vigorosamente com o batedor de arame. Deixar cozinhar por aproximadamente 15 minutos, mexendo com uma colher de pau. A polenta estará pronta quando começar a desprender da panela.

Para o ragu de linguiça

Ingredientes:

– 5 linguiças toscanas.

– 1/2 xícara de azeitonas pretas sem caroço.

– 3 tomates pelados (em lata) picados, com 5 colheres de sopa do molho.

– 1/2 cebola cortada em cubos.

– 1 dente grande de alho picado.

– 2 colheres de sopa de azeite.

– sal e pimenta do reino a gosto.

azeite.

Modo de preparo: Tirar a capa (aquela pele que envolve) das linguiças deixando apenas o recheio, e bater no processador até ficarem com aspecto de carne moída. Aquecer 2 colheres de azeite e refogar a cebola e o alho. Acrescentar a linguiça processada e deixar fritar. Vai soltar uma boa quantidade de água, fritar até começar a secar e dourar a linguiça. Nesse ponto, acrescentar os tomates picados e o molho. Temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar por aproximadamente 15 minutos. Depois é só colocar por cima da polenta e se deliciar!

Dicas

Muita gente coloca o fubá diretamente na água fervente. Eu gosto de misturar com um pouco de água fria antes, porque assim fica mais difícil de empelotar.

Eu usei a linguiça toscana porque é o tipo que mais me agrada, mas o ragu de linguiça calabresa também fica muito bom!

Se quiser carregar mais no sabor, pode trocar a pimenta do reino do ragu por algum tipo de pimenta mais forte.