Nhoque de abóbora

Adoro nhoque! O tradicional – de batata asterix – é um dos meus favoritos. Porém, variar é sempre bom, não é? Ultimamente tenho experimentado os vários tipos de nhoque. Já fiz o de batata doce roxa, o de batata doce branca, o de banana da terra, e ontem fiz o de abóbora, que entre todos, achei o mais complicadinho. Como a abóbora é muito úmida, solta muita água, fica um pouco difícil de dar o ponto, ou seja, a massa fica mais “mole”, não fica tão sequinha como no caso da massa de batata. Mas nada que alguns truques não resolvam. Um deles, é ao invés de cozinhar a abóbora em água, optar por assá-la. Então vamos à receita?

PARA COZINHAR A ABÓBORA NO FORNO

Envolva a abóbora em papel alumínio e leve ao forno até ficar macia.

PARA COZINHAR ABÓBORA NO MICRO-ONDAS

Lave a abóbora (não precisa tirar a casca) e ainda úmida coloque em um recipiente próprio para microondas. Cubra com com uma folha de papel toalha e leve ao microondas na potência alta por aproximadamente 12 a 15 minutos. Quando estiver macia, retire do microondas e espere esfriar. Tire as sementes e com uma colher retire a polpa cozida da abóbora.

INGREDIENTES 

– 2 xícaras de chá de abóbora cozida/assada e amassada (mais ou menos 600 g)
– 1 ovo
– 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo ( e mais um pouco para a hora de enrolar)
– 1 colher de chá rasa de sal rasa

MODO DE PREPARO: Coloque a abóbora, o ovo, o sal e a farinha de trigo em uma tigela. Misture tudo até ficar uma massa homogênea. A massa não fica totalmente seca, fica uma massa mais mole. Se ficar muito mole, acrescente um pouco mais de farinha de trigo, isso vai depender do tamanho do ovo e do tipo de abóbora. Depois, pegue pequenas porções da massa, coloque em uma superfície polvilhada com farinha de trigo e faça bolinhos. Corte pedacinhos do rolinho com mais ou menos 1,5 cm. Vá colocando os pedacinhos em uma forma polvilhada com farinha de trigo. Coloque uma panela com água no fogo para ferver. Assim que a água ferver, coloque sal e vá colocando os pedacinhos de nhoque na água fervente. Assim que os nhoques começarem a subir para a superfície da água, retire-os com uma escumadeira e coloque-os em uma forma preparada com um pouco de azeite, apenas para que não grudem. Sirva com o molho de sua preferência.

Dicas

Não use a abóbora morna para fazer a massa, espere ela esfriar totalmente. Isso ajuda no ponto da massa.

Eu optei por servir o nhoque com molho branco, mas ele também vai muito bem com molho de manteiga, com molho de queijo, com molho bolonhesa, com molho de carne seca.

 

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Torta salgada de liquidificador

Andei meio sumida essa semana toda, eu sei… 🙈 Mas estou de volta! E já que hoje é sexta-feira, uma receita super prática, com cara de fim-de-semana para vocês: torta salgada de liquidificador. Essa torta é super gostosa e versátil, pois além da massa ser super rápida – é só bater tudo no liquificador – ela vai bem com todo tipo de recheio, frango com requeijão, legumes, sardinha, frios, e o que mais a sua criatividade e vontade mandarem! Eu fiz com um recheio de atum, um dos meus preferidos. Fica uma delícia! Da tempo de fazer para o happy hour!

PARA A MASSA

Ingredientes

– 2 xícaras de chá de farinha de trigo.

– 3 ovos.

– 1 colher de chá de sal.

– 1/2 xícara de chá de óleo.

– 1 1/4 de xícara de chá de leite.

– 3/4 de xícara de chá de parmesão ralado fino.

– 1 colher de sopa de pó royal.

Modo de preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador.

PARA O RECHEIO

Ingredientes

– 2 colheres de sopa de azeite.

– 1/4 de uma cebola média em cubos (divida a cebola ao meio, e a metade ao meio novamente).

– 1 lata de atum sem tempero.

– 2 tomates pelados (em lata) picados com 2 colheres de sopa do molho.

– 1/2 xícara de chá de milho verde (em lata).

– 1/2 xícara de chá de ervilhas (em lata).

– 1/4 de xícara de chá de azeitonas verdes fatiadas.

– 1 colher de sopa bem cheia de requeijão.

– sal e pimenta-do-reino a gosto.

Modo de preparo: em uma panela, aquecer as duas colheres de sopa de azeite e refogar a cebola picada até começar a dourar. Adicionar o atum e apertar com um garfo até ficar bem soltinho. Adicionar os 2 tomates pelados picados com o molho e deixar cozinhar por aproximadamente 3 minutos. Adicionar o milho, a ervilha e as azeitonas. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto. Adicionar 1 colher de sopa de requeijão e deixar cozinhar por mais 1 minuto.

Montagem

Untar uma forma pequena (25x30cm) com óleo e despejar a metade da massa. Colocar o recheio por cima e sobre o recheio, despejar o restante da massa. Finalizar com um pouco de queijo parmesão ralado por cima e levar ao forno pré-aquecido a 180º por aproximadamente 1 hora ou até dourar.

Dica

Se a massa ficar muito espessa, acrescente um pouco mais de leite. O ponto certo é de um creme bem consistente e espesso.

Espaguete à carbonara – o legítimo

Uma das minhas massas favoritas é o espaguete à carbonara, ou spaghetti alla carbonara, se preferir. Além de ser um dos meus molhos preferidos, acho que o carbonara combina muito bem com inverno. Apesar de aderir quase que totalmente à massa e portanto não ser um molho tão abundante como um molho ao sugo, ou um molho cremoso de queijo – que diga-se de passagem, são molhos que também esquentam qualquer estômago – os sabores fortes e acentuados dos queijos pecorino e parmesão e do bacon, juntamente com os ovos, me trazem muito conforto em dias frios.

Existem muitas versões de como o molho carbonara possa ter surgido. A mais conhecida é que tenha surgido na Itália, na região de Úmbria, criada por trabalhadores das minas (carbonari) de carvão (carbone). Assim como a sua origem, a receita também tem várias versões. A que deixo aqui para vocês é a receita do carbonara mais tradicional, que também é a que costumo fazer sempre aqui em casa e fica uma delícia!

Ingredientes

– 300 g de pancetta (ou bacon em cubos).

– 1 dente de alho descascado apenas amassado com a faca.

– 1 colher de sopa de azeite.

– 600 g de espaguete cozido al dente.

– 5 ovos (1 para cada pessoa).

– 5 colheres de sopa de queijo parmesão ralado.

– 5 colheres de sopa de queijo pecorino ralado.

– Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Modo de preparo: corte a pancetta em pedacinhos pequenos, ou utilize o bacon comprado em cubos.  Em um recipientes, bata dos ovos e tempere com pimenta-do-reino. Adicione os queijos ralados, misture e reserve. Cozinhe a massa. Enquanto a massa cozinha, em uma frigideira, coloque o azeite e o alho amassado. Frite um pouco o alho e junte a pancetta ou o bacon até ficar dourada/o e soltar a gordura. Quando o alho estiver dourado pode retirá-lo (serve para dar mais sabor). Misture o espaguete cozido al dente à frigideira da pancetta (ainda no fogo) e misture. Apague o fogo e coloque o ovo batido por cima na panela ainda quente. Transfira para o recipiente onde irá servir e decore com salsinha. Essa receita serve 5 pessoas.

Dica

É importante desligar o fogo antes de colocar os ovos, pois se a panela estiver muito quente, eles irão fritar.

Dica do fim de semana: MoDi Gastronomia

Pode dar dica de fim de semana na segunda-feira?! 😁

Não consegui postar no final de semana, me perdoem. Prometo que depois posto uma receita bem gostosa para compensar a minha falha!

Há algum tempo tinha vontade de conhecer o restaurante MoDi. Confesso que o desejo vinha mais da arquiteta do que da blogueira amante da gastronomia, pois certa vez assisti uma matéria sobre o restaurante  e sobre o  edifício em que ele se encontra e me encantei. Situado na rua Alagoas, no bairro de Higienópolis, de frente para a charmosíssima praça Buenos Aires, fica o Edifício Paquita. O prédio, erguido nos anos 40, é um dos mais belos exemplares de edifício modernista de São Paulo. No térreo do edifício, circundado pela bela fachada de vidro e em meio aos pilares que sustentam o pé-direito duplo de 6m, está o MoDi. Embora tenha me interessado primeiramente pelo edifício, posso dizer que me impressionei igualmente com o restaurante. Nesse ambiente belo e aconchegante, a casa aposta na simplicidade. Despojado e de inspiração italiana, o forte do restaurante são as massas, feitas na própria casa. Com preços bem abaixo da média que a maioria dos restaurantes da região, os pratos variam entre R$25,00 e R$33,00, e a opção mais cara do cardápio é a paleta de cordeiro com massa, que sai por R$44,00. Uma ótima opção é o bigoli in salsa (foto), a R$29,00. O fusilli ao ragu de linguiça picante – nem tão picante assim -, a R$26,00 também é delicioso. O couvert de R$ 5 traz focaccia caseira e capponata. As entradas vão de R$ 7,00, como a sopa fria de beterraba, a R$ 17,00, como o crocante filé à milanesa com tomate. A minha preferia é o ravióli de gema caipira na manteira de trufas, a R$ 13,00. Entre as sobremesas, o cannoli siciliano (R$11,00) é sempre uma boa pedida!

MoDi Gastronomia
Rua Alagoas, nº475 – Higienópolis
São Paulo – S.P.
https://www.facebook.com/ModiGastronomia

Nhoque de banana-da-terra com couve e farofa de bacon

A banana é uma fruta super versátil! É muito utilizada no preparo de doces, mas no Brasil também é muito usada em diversos pratos salgados, na maioria das vezes como acompanhamento: pode ser utilizada na farofa, pode ser usada para fazer purês, ou na versão à milanesa ou frita para acompanhar carnes ou peixes. No entanto, hoje a banana deixará de ser coadjuvante e atuará como personagem principal no “Quem tem medo de cozinha?”.

Nunca havia comido o nhoque de banana-da-terra antes. O que posso dizer, é  que tem um sabor bem peculiar, porque apesar de levar queijo na massa, ele fica realmente com bastante gosto de banana e levemente adocicado. Porém, a farofa de bacon que vai por cima e a couve que se mistura ao nhoque, fazem a combinação de sabores e texturas perfeitas para o prato. A crocância e o salgado do bacon fazem o complemento à maciez e ao adocicado do nhoque e a couve entra com a liga que faltava, já que essa versão do prato não leva molho. Vale a pena experimentar!

Ingredientes
– 2 bananas-da-terra.
– 3 fatias de bacon (aqueles comprados já fatiados).
– Couve manteiga cortada em tirinhas.
– 1/2 xícara de chá de amido de milho.
– 1/4 xícara de chá de água.
– 1/2 xícara de chá de queijo meia-cura ralado fino.
– 6 colheres de sopa de azeite.
– sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo

Para a farofa de bacon: forrar um prato com duas camadas de papel-toalha. Distribuir as fatias de bacon sobre o papel, uma ao lado da outra, sem encostar. Cobrir com mais duas camadas de papel-toalha e leve ao micro-ondas por 2 minutos, em potência alta. Retire e verifique: se o bacon ainda não estiver dourado, leve para rodar por mais 30 segundos. Quando estiver frio, pique fininho com a faca ou soque no pilão, até formar uma farofa.

Para o nhoque: levar as bananas com casca ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15 minutos, ou até que a casca fique bem escura e o interior macio.

Assim que as bananas esfriarem, corte cada uma ao meio e retire a polpa com uma colher. Transferir para uma panela média. Bater com o mixer, até formar um creme liso ou, se preferir, amasse com um garfo. Numa tigelinha, misturar o amido de milho com a água, até dissolver. Juntar ao creme de banana e levar ao fogo médio para cozinhar por cerca de 5 minutos, sem parar de mexer, até soltar do fundo. Temperar com sal e pimenta-do-reino, juntar o queijo e misturar bem. Transferir a massa pronta para uma tigela e deixar esfriar até conseguir manusear. Com as mãos, retirar uma porção e fazer rolinhos de cerca de 1 cm de diâmetro. Cortar essas cobrinhas na diagonal, a cada 2 cm, para formar os nhoques. Repetir com toda a massa.

Levar uma frigideira grande, de preferência antiaderente, ao fogo médio. Quando aquecer, regar com 2 colheres de sopa de azeite e juntar metade dos nhoques. Deixar dourar por cerca de 1 a 2 minutos de cada lado e transfira para um prato. Repetir com a massa restante.

Regar com mais 2 colheres de sopa de azeite e refogar a couve até amaciá-la. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto. Voltar os nhoques para a frigideira, misturar com a couve e transferir para dois pratos. Salpique cada porção de nhoque com a farofinha de bacon crocante e sirva a seguir.

 Essa receita serve apenas 2 pessoas.

Dica

Na receita original, a couve é usada cortada em pedaços, e não tem tirinhas. Achei que, como o nhoque não leva molho, a couve ficaria melhor cortada em tiras finas para dar a liga, e fiz a minha adaptação. Achei mais prático também, pois já comprei a couve fatiada. No entanto, se quiser seguir a receita original, faça dessa forma: lave e seque as folhas de couve. Retire e despreze o talo central de cada folha. Rasgue com as mãos para formar pedaços médios, do tamanho de folhas de espinafre. O modo de preparo é igual ao que está descrito na receita acima.

Nhoque de batata

IMG_8728Você sabe de onde surgiu a tradição de se comer nhoque no dia 29? Diz a lenda, que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família tinha pouca comida, mas mesmo assim, não se importaram em dividir o seu nhoque com ele, cabendo a cada um, 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu, e foi embora. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou nhoque da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. Bom, acreditando ou não na lenda, o dia 29 está chegando, e esse é apenas mais um motivo para degustar esse prato que eu adoro!

Tem quem ache que o nhoque é um prato difícil de preparar, porque tem que fazer a massa – e isso já assusta- , tem o ponto ideal para que ele não se desmanche ao colocar na água, etc. Mas garanto que se você usar os ingredientes certos e seguir a receita direitinho, não tem erro! Foi a minha primeira vez e olha como ficou lindo!

Ingredientes

– 1/2 kg batata asterix ( aquela de casca rosa ).
– 1/2 xícara de chá de farinha de trigo.
– 1 colher de chá de sal.
– 1 colher de sopa rasa margarina ou manteiga.
– 1 gema.

Modo de preparo: Descascar as batatas e cortar em cubos. Leve para cozinhar em uma panela com bastante água (suficiente para cobrí-las), até que elas estejam bem macias. Espetar com um garfo para verificar, se o garfo entrar facilmente é porque já está no ponto. Escorrer bem as batatas e passá-las no espremedor. Juntar todos os ingredientes deixando a farinha por último. Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha, até que consiga fazer uma bolinha sem que a massa grude nas mãos. Enfarinhe a superfície de trabalho, retire um pedaço de massa, faça um rolinho, e já cortando na diagonal. Cada pedaço deve ter em média 2,5cm. Faça isso até acabar a massa. Disponha os pedaços em uma assadeira enfarinhada para não grudar.  Após cortar, levar uma panela grande com água e 1 colher de sopa rasa de sal ao fogo alto. Quando ferver, colocar por volta de 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superficie, retire com uma escumadeira e coloque em uma tigela com 1/2 xícara de chá de água e 2 colheres de sopa de azeite, para não grudarem. Pode-se também jogá-los diretamente no molho.

Colocar em água fervente e retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Colocar em água fervente. Retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Fazer rolinhos e cortar em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Pegar um pedaço da massa, fazer rolinhos e cortá-los na diagonal, em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Repetir o processo até acabar a massa. Depois é só servir com o molho da sua preferência!

Dica

A batata asterix utilizada na receita é perfeita para o preparo de nhoque por possuir menos água e deixar a massa na textura certa. Você também pode usar outro tipo de batata, porém, a chance da massa ficar mais úmida e desmanchar na hora de cozinhar, será maior.