Torta salgada de liquidificador

Andei meio sumida essa semana toda, eu sei… 🙈 Mas estou de volta! E já que hoje é sexta-feira, uma receita super prática, com cara de fim-de-semana para vocês: torta salgada de liquidificador. Essa torta é super gostosa e versátil, pois além da massa ser super rápida – é só bater tudo no liquificador – ela vai bem com todo tipo de recheio, frango com requeijão, legumes, sardinha, frios, e o que mais a sua criatividade e vontade mandarem! Eu fiz com um recheio de atum, um dos meus preferidos. Fica uma delícia! Da tempo de fazer para o happy hour!

PARA A MASSA

Ingredientes

– 2 xícaras de chá de farinha de trigo.

– 3 ovos.

– 1 colher de chá de sal.

– 1/2 xícara de chá de óleo.

– 1 1/4 de xícara de chá de leite.

– 3/4 de xícara de chá de parmesão ralado fino.

– 1 colher de sopa de pó royal.

Modo de preparo: Bater todos os ingredientes no liquidificador.

PARA O RECHEIO

Ingredientes

– 2 colheres de sopa de azeite.

– 1/4 de uma cebola média em cubos (divida a cebola ao meio, e a metade ao meio novamente).

– 1 lata de atum sem tempero.

– 2 tomates pelados (em lata) picados com 2 colheres de sopa do molho.

– 1/2 xícara de chá de milho verde (em lata).

– 1/2 xícara de chá de ervilhas (em lata).

– 1/4 de xícara de chá de azeitonas verdes fatiadas.

– 1 colher de sopa bem cheia de requeijão.

– sal e pimenta-do-reino a gosto.

Modo de preparo: em uma panela, aquecer as duas colheres de sopa de azeite e refogar a cebola picada até começar a dourar. Adicionar o atum e apertar com um garfo até ficar bem soltinho. Adicionar os 2 tomates pelados picados com o molho e deixar cozinhar por aproximadamente 3 minutos. Adicionar o milho, a ervilha e as azeitonas. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto. Adicionar 1 colher de sopa de requeijão e deixar cozinhar por mais 1 minuto.

Montagem

Untar uma forma pequena (25x30cm) com óleo e despejar a metade da massa. Colocar o recheio por cima e sobre o recheio, despejar o restante da massa. Finalizar com um pouco de queijo parmesão ralado por cima e levar ao forno pré-aquecido a 180º por aproximadamente 1 hora ou até dourar.

Dica

Se a massa ficar muito espessa, acrescente um pouco mais de leite. O ponto certo é de um creme bem consistente e espesso.

Espaguete à carbonara – o legítimo

Uma das minhas massas favoritas é o espaguete à carbonara, ou spaghetti alla carbonara, se preferir. Além de ser um dos meus molhos preferidos, acho que o carbonara combina muito bem com inverno. Apesar de aderir quase que totalmente à massa e portanto não ser um molho tão abundante como um molho ao sugo, ou um molho cremoso de queijo – que diga-se de passagem, são molhos que também esquentam qualquer estômago – os sabores fortes e acentuados dos queijos pecorino e parmesão e do bacon, juntamente com os ovos, me trazem muito conforto em dias frios.

Existem muitas versões de como o molho carbonara possa ter surgido. A mais conhecida é que tenha surgido na Itália, na região de Úmbria, criada por trabalhadores das minas (carbonari) de carvão (carbone). Assim como a sua origem, a receita também tem várias versões. A que deixo aqui para vocês é a receita do carbonara mais tradicional, que também é a que costumo fazer sempre aqui em casa e fica uma delícia!

Ingredientes

– 300 g de pancetta (ou bacon em cubos).

– 1 dente de alho descascado apenas amassado com a faca.

– 1 colher de sopa de azeite.

– 600 g de espaguete cozido al dente.

– 5 ovos (1 para cada pessoa).

– 5 colheres de sopa de queijo parmesão ralado.

– 5 colheres de sopa de queijo pecorino ralado.

– Pimenta-do-reino e sal a gosto.

Modo de preparo: corte a pancetta em pedacinhos pequenos, ou utilize o bacon comprado em cubos.  Em um recipientes, bata dos ovos e tempere com pimenta-do-reino. Adicione os queijos ralados, misture e reserve. Cozinhe a massa. Enquanto a massa cozinha, em uma frigideira, coloque o azeite e o alho amassado. Frite um pouco o alho e junte a pancetta ou o bacon até ficar dourada/o e soltar a gordura. Quando o alho estiver dourado pode retirá-lo (serve para dar mais sabor). Misture o espaguete cozido al dente à frigideira da pancetta (ainda no fogo) e misture. Apague o fogo e coloque o ovo batido por cima na panela ainda quente. Transfira para o recipiente onde irá servir e decore com salsinha. Essa receita serve 5 pessoas.

Dica

É importante desligar o fogo antes de colocar os ovos, pois se a panela estiver muito quente, eles irão fritar.

Dica do fim de semana: MoDi Gastronomia

Pode dar dica de fim de semana na segunda-feira?! 😁

Não consegui postar no final de semana, me perdoem. Prometo que depois posto uma receita bem gostosa para compensar a minha falha!

Há algum tempo tinha vontade de conhecer o restaurante MoDi. Confesso que o desejo vinha mais da arquiteta do que da blogueira amante da gastronomia, pois certa vez assisti uma matéria sobre o restaurante  e sobre o  edifício em que ele se encontra e me encantei. Situado na rua Alagoas, no bairro de Higienópolis, de frente para a charmosíssima praça Buenos Aires, fica o Edifício Paquita. O prédio, erguido nos anos 40, é um dos mais belos exemplares de edifício modernista de São Paulo. No térreo do edifício, circundado pela bela fachada de vidro e em meio aos pilares que sustentam o pé-direito duplo de 6m, está o MoDi. Embora tenha me interessado primeiramente pelo edifício, posso dizer que me impressionei igualmente com o restaurante. Nesse ambiente belo e aconchegante, a casa aposta na simplicidade. Despojado e de inspiração italiana, o forte do restaurante são as massas, feitas na própria casa. Com preços bem abaixo da média que a maioria dos restaurantes da região, os pratos variam entre R$25,00 e R$33,00, e a opção mais cara do cardápio é a paleta de cordeiro com massa, que sai por R$44,00. Uma ótima opção é o bigoli in salsa (foto), a R$29,00. O fusilli ao ragu de linguiça picante – nem tão picante assim -, a R$26,00 também é delicioso. O couvert de R$ 5 traz focaccia caseira e capponata. As entradas vão de R$ 7,00, como a sopa fria de beterraba, a R$ 17,00, como o crocante filé à milanesa com tomate. A minha preferia é o ravióli de gema caipira na manteira de trufas, a R$ 13,00. Entre as sobremesas, o cannoli siciliano (R$11,00) é sempre uma boa pedida!

MoDi Gastronomia
Rua Alagoas, nº475 – Higienópolis
São Paulo – S.P.
https://www.facebook.com/ModiGastronomia

Nhoque de banana-da-terra com couve e farofa de bacon

A banana é uma fruta super versátil! É muito utilizada no preparo de doces, mas no Brasil também é muito usada em diversos pratos salgados, na maioria das vezes como acompanhamento: pode ser utilizada na farofa, pode ser usada para fazer purês, ou na versão à milanesa ou frita para acompanhar carnes ou peixes. No entanto, hoje a banana deixará de ser coadjuvante e atuará como personagem principal no “Quem tem medo de cozinha?”.

Nunca havia comido o nhoque de banana-da-terra antes. O que posso dizer, é  que tem um sabor bem peculiar, porque apesar de levar queijo na massa, ele fica realmente com bastante gosto de banana e levemente adocicado. Porém, a farofa de bacon que vai por cima e a couve que se mistura ao nhoque, fazem a combinação de sabores e texturas perfeitas para o prato. A crocância e o salgado do bacon fazem o complemento à maciez e ao adocicado do nhoque e a couve entra com a liga que faltava, já que essa versão do prato não leva molho. Vale a pena experimentar!

Ingredientes
– 2 bananas-da-terra.
– 3 fatias de bacon (aqueles comprados já fatiados).
– Couve manteiga cortada em tirinhas.
– 1/2 xícara de chá de amido de milho.
– 1/4 xícara de chá de água.
– 1/2 xícara de chá de queijo meia-cura ralado fino.
– 6 colheres de sopa de azeite.
– sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de Preparo

Para a farofa de bacon: forrar um prato com duas camadas de papel-toalha. Distribuir as fatias de bacon sobre o papel, uma ao lado da outra, sem encostar. Cobrir com mais duas camadas de papel-toalha e leve ao micro-ondas por 2 minutos, em potência alta. Retire e verifique: se o bacon ainda não estiver dourado, leve para rodar por mais 30 segundos. Quando estiver frio, pique fininho com a faca ou soque no pilão, até formar uma farofa.

Para o nhoque: levar as bananas com casca ao forno pré-aquecido a 180ºC por 15 minutos, ou até que a casca fique bem escura e o interior macio.

Assim que as bananas esfriarem, corte cada uma ao meio e retire a polpa com uma colher. Transferir para uma panela média. Bater com o mixer, até formar um creme liso ou, se preferir, amasse com um garfo. Numa tigelinha, misturar o amido de milho com a água, até dissolver. Juntar ao creme de banana e levar ao fogo médio para cozinhar por cerca de 5 minutos, sem parar de mexer, até soltar do fundo. Temperar com sal e pimenta-do-reino, juntar o queijo e misturar bem. Transferir a massa pronta para uma tigela e deixar esfriar até conseguir manusear. Com as mãos, retirar uma porção e fazer rolinhos de cerca de 1 cm de diâmetro. Cortar essas cobrinhas na diagonal, a cada 2 cm, para formar os nhoques. Repetir com toda a massa.

Levar uma frigideira grande, de preferência antiaderente, ao fogo médio. Quando aquecer, regar com 2 colheres de sopa de azeite e juntar metade dos nhoques. Deixar dourar por cerca de 1 a 2 minutos de cada lado e transfira para um prato. Repetir com a massa restante.

Regar com mais 2 colheres de sopa de azeite e refogar a couve até amaciá-la. Temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto. Voltar os nhoques para a frigideira, misturar com a couve e transferir para dois pratos. Salpique cada porção de nhoque com a farofinha de bacon crocante e sirva a seguir.

 Essa receita serve apenas 2 pessoas.

Dica

Na receita original, a couve é usada cortada em pedaços, e não tem tirinhas. Achei que, como o nhoque não leva molho, a couve ficaria melhor cortada em tiras finas para dar a liga, e fiz a minha adaptação. Achei mais prático também, pois já comprei a couve fatiada. No entanto, se quiser seguir a receita original, faça dessa forma: lave e seque as folhas de couve. Retire e despreze o talo central de cada folha. Rasgue com as mãos para formar pedaços médios, do tamanho de folhas de espinafre. O modo de preparo é igual ao que está descrito na receita acima.

Nhoque de batata

IMG_8728Você sabe de onde surgiu a tradição de se comer nhoque no dia 29? Diz a lenda, que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu à porta de uma casa e pediu comida. A família tinha pouca comida, mas mesmo assim, não se importaram em dividir o seu nhoque com ele, cabendo a cada um, 7 massinhas. São Pantaleão comeu, agradeceu, e foi embora. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do nhoque da fortuna ou nhoque da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro sob o prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade. Bom, acreditando ou não na lenda, o dia 29 está chegando, e esse é apenas mais um motivo para degustar esse prato que eu adoro!

Tem quem ache que o nhoque é um prato difícil de preparar, porque tem que fazer a massa – e isso já assusta- , tem o ponto ideal para que ele não se desmanche ao colocar na água, etc. Mas garanto que se você usar os ingredientes certos e seguir a receita direitinho, não tem erro! Foi a minha primeira vez e olha como ficou lindo!

Ingredientes

– 1/2 kg batata asterix ( aquela de casca rosa ).
– 1/2 xícara de chá de farinha de trigo.
– 1 colher de chá de sal.
– 1 colher de sopa rasa margarina ou manteiga.
– 1 gema.

Modo de preparo: Descascar as batatas e cortar em cubos. Leve para cozinhar em uma panela com bastante água (suficiente para cobrí-las), até que elas estejam bem macias. Espetar com um garfo para verificar, se o garfo entrar facilmente é porque já está no ponto. Escorrer bem as batatas e passá-las no espremedor. Juntar todos os ingredientes deixando a farinha por último. Se for preciso, acrescente um pouco mais de farinha, até que consiga fazer uma bolinha sem que a massa grude nas mãos. Enfarinhe a superfície de trabalho, retire um pedaço de massa, faça um rolinho, e já cortando na diagonal. Cada pedaço deve ter em média 2,5cm. Faça isso até acabar a massa. Disponha os pedaços em uma assadeira enfarinhada para não grudar.  Após cortar, levar uma panela grande com água e 1 colher de sopa rasa de sal ao fogo alto. Quando ferver, colocar por volta de 10 nhoques para cozinhar. Conforme forem subindo à superficie, retire com uma escumadeira e coloque em uma tigela com 1/2 xícara de chá de água e 2 colheres de sopa de azeite, para não grudarem. Pode-se também jogá-los diretamente no molho.

Colocar em água fervente e retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Colocar em água fervente. Retirar com uma escumadeira quando subirem à superfície.

Fazer rolinhos e cortar em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Pegar um pedaço da massa, fazer rolinhos e cortá-los na diagonal, em pedaços de 2,5cm com uma faca.

Repetir o processo até acabar a massa. Depois é só servir com o molho da sua preferência!

Dica

A batata asterix utilizada na receita é perfeita para o preparo de nhoque por possuir menos água e deixar a massa na textura certa. Você também pode usar outro tipo de batata, porém, a chance da massa ficar mais úmida e desmanchar na hora de cozinhar, será maior.